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Autos Findos 908, vol. 1 (PDF)

Superior Tribunal Militar · 208 pages · text by GLM-OCR

This is volume 1 of Autos Findos 908/1997, a military police inquiry (IPM No. 18/97) opened on 29 January 1997 by the commander of the Brazilian Army's Escola de Sargentos das Armas in Três Corações. The inquiry targeted the book "Incidente em Varginha" by Vitório Pacaccini and Maxs Portes, which an officer said spread false claims harmful to the Armed Forces. The volume includes a May 1996 sindicância in which soldiers testified that nothing unusual happened when EsSA trucks traveled to Varginha for routine maintenance, along with pages copied from the book.

  • p. 160 …Mulder / David Duchovny e Dana Scully / Gillian Anderson) -... mas, na vida real, o mesmo ocorrendo com…

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— Pois é, gravar um video é muito bom. Pena é de ninguém ter estado com uma filmadora na mão quando apareceu a tal criatura em Varginha, hem? Assim já teriam acabado com toda essa polémica. Concordaram comigo, comentando entre eles a veracidade ou não da criatura.

Passou um video de formatura de militares dentro da ESA e outros, de passeios pela cidade e campo. Ao olhar o relógio eram quase 23h. Ansioso por abordar o assunto que me levara a procura-lo, inquietava-me a idéia de, no domingo próximo, o programa Fantástico ir ao ar com a minha imagem e, certamente prevendo que ambos iriam ver-me com absoluta surpresa, mais que nunca precisava confessar a minha razão de estar ali. Mas, até aquele instante não encontrava meios de entrar no assusito diretamente. Ao findar a passagem de um video com imagens comuns da cidade de Três Corações, comentei com displicência;

Marcamos para as 20h o nosso encontro. Nós nos apresentamos e partimos à procura do militar em sua residência. Não o encontrando, preferimos aguardar um pouco ali por perto. Demos umas voltas de carro e paramos num bar próximo a residência dele. As 21h voltamos à sua casa e o encontramos. Apresentei-me e expus-lhe minha intenção de gravar um video de aniversário. Muito solicito, convidou-nos a entrar. Na sala a nossa conversa se restringiu a tempo e preços de filmagens. Súbito, ergueu-se a nos convidar para irmos até um quarto onde estavam algumas fitas de videos, albuns de fotografias, a filmadora e uma aparelhagem de mixagem um tanto rudimentar, mas satisfatória. Ao nos mostrar um pouco do seu trabalho percebi nele um certo orgulho pelo que possuí. Perguntei-lhe se desejava tomar uma cerveja, pois havia debxado algumas latas geladas no carro e temia que clas se esquentasse. Concordou e fui até o carro buscá-las.

Não tardou e quem me ligava era a terceira pessoa, amiga do meu amigo.

Apresentou-se oferecendo a ir comigo ao encontro de um amigo dele, militar, que

além de fazer costumeiros trabalhos de filmagens para a ESA, também prestava-se

a filmar festas de casamentos e aniversários.

Contatei o parceiro, passando-lhe a novidade. Que ambos, ele e Petry, ficassem em alerta, porque a qualquer momento, conforme fosse o meu encontro com o militar, e se tudo corresse de maneira favoravel ao nosso intento, ligaria a qualquer hora para que ambos pudessem ouvir mais um depoimento de nova testemunha.

Agradeci num entusiasmo indescritivel. Restava aguardar. Assim, cada minuto passou a ser tempo demais no relógio da sala, tornando-se uma insupportável espera longa. afilitiva. angustiosa. Procurei inventar o que fazer, mas estava impossível concentrar-me em qualquer outra atividade senão a de quietar-me no sofá da sala imaginando vóos longos no meu pensamento em risco de nuvem pelo azul do céu entardecendo no quadro da janela.

Concordel.

— Aguarde em casa que eu vou tentar falar com o meu amigo ainda agora. Talvez ele mesmo ligue para você combinarem um encontro.

— Pode me apresentar a ela? — pergunte.

— Sem problema. - E recomendou: — Você tem de se mostrar interessado em querer fazer uma filagem qualquer, porque foi isso o que eu disse a ele. Nem que seja para uma festa em comemoração ao aniversário de alguém ou coisa assim.

Concordel.

Na mesma sexta-feira, dia 23, quando retornávamos de Alfenas, após nosso encontro com o Antônio Cândido de Morais -Toninho, jardineiro da AABB, e com o casal Eurico e Oralina, já próximos de Varginha disse ao Ubirajara e ao Petry da minha necessidade de ir a Três Corações. Em Varginha eles ficariam traçando o roteiro das filmagens a screm feitas no dia seguinte, sábado, com a nossa participação: Ubirajara e eu.

nossa participação em casa de minha mãe e após ter dado alguns telefonemas, recebi um chamado de "Bruno". meu amigo, anunciando ter descoberto uma pessoa conhecida de uma outra que possui tráfego autorizado dentro do setor de audio e video na ESA. Suspirei fundo, acometido de grande euforia e, ao mesmo tempo, inquietante preocupação em meu intimo porque a "pessoa conhecida" messo tempo, inquietante preocupação em meu intimo porque a "pessoa conhecida" mencecionada por meu amigo - não era "minha" conhecida.

Pede ma amigo apresentar a ela? - pergunte!

Questionei cansativamente este assunto.com o Ubirajara, deixando-o a par de meu interesse em recorrer a um dos meus informantes para me ajudarem nesta procura, presumindo que os dois militares ja depoentes de nada sabiam sobre vídeos e fotografias, pois certamente teriam revelado.

equipamentos de corte,

E porque esse meu raciocinio estava a inquietar-me. restava a mim

procurar saber, me informar sobre quem ou quais pessoas estariam encarregadas

deste mister dentro da ESA.

Meu raciocinio se prendia à possibilidade de na ESA haver algum departamento ou setor que cuidasse desse particular. Devia haver ,sim, tal departamento ou setor, onde alguns militares estariam encarregados de cuidar de um laboratório responsável por fotos e videos registrando treinamentos de tropas no Pico do Gaviao para estudos posteriores, em futuras instruções; filmar equipamentos bêlicos, desfiles, solenidades, etc.

de fotogiarar o mantimento a pensar sobre isso, ocorreu-me a idéia da necessidade

Constantemente a pensar sobre isso, ocorreu-me a idéia da necessidade

de obter informação correta, a despeito dos boatos.

coisa alguma me demovia desta hipótese. Afinal, aos cuidados dos militares, tendo

tudo o envolvimento do Corpo de Bombeiros, da PM, do Exército, com entrada e

saída por dois hospitales e, la dentro, contando com a ajuda de médicos e enfermeiros,

será que ninguém – mas ninguém mesmo – não se lembrou, em momento algum,

de fotografar ou filmar? Nenhum S2 da ESA, por exemplo? Será?

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