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This is volume 1 of Autos Findos 908/1997, a military police inquiry (IPM No. 18/97) opened on 29 January 1997 by the commander of the Brazilian Army's Escola de Sargentos das Armas in Três Corações. The inquiry targeted the book "Incidente em Varginha" by Vitório Pacaccini and Maxs Portes, which an officer said spread false claims harmful to the Armed Forces. The volume includes a May 1996 sindicância in which soldiers testified that nothing unusual happened when EsSA trucks traveled to Varginha for routine maintenance, along with pages copied from the book.
“Spencer”1 page
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Mas, entre aqueles tantos telefonemas recebidos, alguém lembrou ter uma pessoa visto uma criatura em uma fazenda próxima a cidade de Alfenas, distante 80 quilômetros de Varginha. Anotamos o endereço e as informações de como chegaríamos la. Após atender a uma das chamadas, Angélica, sempre agradável, brincou que iria começar a cobrar pelo serviço de secretária, pois não havia mais sossego dentro de casa... E o Ubirajara continuava me apresentando às pessoas, suas conhecidas, que telefonavam sempre falando de as pesquisas terem mais um impulso por causa da minha presenta. As atividades continuaram. Veio a quarta-feira de Cinzas, dia 21, e grande era a nossa expectativa da chegada da Rede Globo marcada para o dia seguinte, quinta-feira, dia 22. Na casa de Ubirajara o telefone não parava de tocar. Não havia acontecido o segundo programa televisivo e os ufólogos ou curiosos continuavam ligando. Também foi quando começaram a surgir alguns relatos de OVN's sobrevoando as cidades ao redor de Varginha, num raio de 150 quilômetros: Boa Espérança, Andrelândia, Alfenas, Fama, Três Corações, Cambuquira, Campanha, São Gonçalo do Sapucai, Monsenhor Paulo, etc. Ao todo, apuramos mais de doze cities. Pessoas nos davam informações sérias, outras brincavam de terem visto uma coisa estranha há um mês, há quarenta dias, na semana passada... Ah, aqueles telefonesias... No dia seguinte, quando liguei para o Ubirajara, anunciei: — Missão-eumpridal! Pode me aguardar que estou levando novidades. Ao mostrar a fita do outro militar (na terça-feira de carnaval, dia 20), o Luiz Petry ainda não havia chegado. — Minha Nossa Senhora! — exclamou Ubirajara, percebendo que eu estava mesmo envolvido na pesquisa e dividindo com ele todas as minhas descobertas que, sem dúvida alguma, começavam a esboçar uma atividade bem sucedida no Sul de Minas. Mais haveria. No entanto seria uma questão de tempo para que novas informações viessem até minhas mãos, embora as já possuidas nos dessem um norte certo rumo à verdade. E, compartilhando com o Ubirajara esse ritmo intenso de atividades em que estavamos, ainda assim decidimos guardar esse material e ver depois, de comum acordo, o que seria possivel passar para o Luiz Petry. Outro dado posto pelo militar nos dà conta de que os S2 fazem um rodizio periódico de tal forma, que é difícil até mesmo para quem está servindo na ESA saber seus nomes, ou quem é ou não do serviço secreto. Há quem desconfie, e só. Outra revelação importante foi a existência de uma unidade do Serviço Secreto do Exercito dentro das instalações da ESA, os chamados (S2). Functionando em uma sala sempre fechada, a que pouquissimos têm acesso, porque estão diretamente comandados por Brasilia. Quando alguma falar algo com quem se encontra dentro, tem que tocar uma campainha. Chega uma pessoa à porta, fecha-a do lado de fora, e pergunta o que deseja. Desta forma ninguém tem acesso ao interior da sala. O pessoal do serviço se livre do uso da farda. Alguns, inclusive, usam barba, cabelos compridos. Tipos comuns para se infiltrarem no meio da comunidade. Tém, inclusive, viaturas de uso civil. Era de estranhar - e muito - tal silencio, principalmente porque se tratava da noticia sobre a captura de uma criatura. Como não haver informação, se a Escola estava diretamente envolvida e aparecendo na televisão pelo Brasil todo? O próprio pessoal da ESA começou a desconfiar, claro. Alguma coisa de errado pairava no ar, pois não era possível um acontecimento desse e nenhum oficial noticiar coisa alguma. Nenhuma orientação houve neim menção na Ordem do Dia, nem nos dias subsequentes. Simplesmente não tocaram no assunto. Era a primeira vez na vida deste militar e na de muitos outros conhecidos dele, dentro da ESA, que a ocorrência de um fato de repercussão mundial fizesse com que o Exéreito não emittisse nenhum comunicado esclarecedor. Então, revelou-me que a ESA tem um Informativo do Exército - INFOR MEX, que é uma espécie de radio-telex diretamente ligado com um comando do Exército em Brasília. Todas as vezes que algum quartel de alguma unidade militar e citada na imprensa, geralmente chega o informativo com instruções sobre o que sera dito para a tropa em função do que fora anunciado sobre determina unidade militar, amparada a uma instrução superior. Mas nenhum INFORMEX foi transmitido tanto para as tropas, quanto para o corpo de funcionários. E, quando isso ocorre, o alto comando daquela unidade o faz, porque o Exército é uma entidade de prestigio extremalista ligada a comunidade, não podendo ser citada a bel-prazer de qualquer formalista Ele, como outros de seus companheiros, ficaram esperando a hora em que seriam chamados para screm notificados oficialmente por algum superior ou pelo próprio general ou coronel, sobre a atuação que a Escola teve na mídia. Mas, naquele dia, ninguém tocar no assunto.
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